Monday, June 1, 2009

in, Público, 01/06/2009

Campanha terminou ontem

Bancos contra a fome receberam mais alimentos

O balanço ainda é provisório mas já é possível dizer que "apesar da crise" os bancos alimentares contra a fome recolheram mais alimentos no fim-de-semana do que em igual período do ano passado, congratula-se a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, Isabel Jonet. As contas ainda não estavam fechadas mas a responsável acreditava que a quantidade de alimentos doados equivaleria a valores do Natal, cerca de 1900 toneladas, fruto de uma época que é sempre mais forte porque as pessoas recebem o subsídio.

No sábado foram recolhidas 1070 toneladas em supermercados e grandes superfícies, no mesmo dia do ano passado tinham sido 958. Ontem ao final da tarde, quando ainda faltavam dados de uma grande cadeia de estabelecimentos, tinham sido 408 toneladas, face a 327 no mesmo dia de 2008. Ou seja, um acréscimo de cerca de 11,6 por cento no sábado e de 24,8 por cento no domingo - um crescimento de cerca de 18 por cento.

"As pessoas são mais solidárias em tempo de crise", conclui Isabel Jonet. Também do lado dos voluntários houve mais adesão. "Apesar do calor, pois foi o primeiro fim-de-semana em que podiam ter optado pela praia", foram cerca de 23 mil, face a 20.500 do ano passado, nota. Em Lisboa e Setúbal fez-se uma campanha-piloto em que os voluntários tinham entre seis e dez anos.

A recolha de comida feita por 15 bancos alimentares (à lista juntou-se este ano o de Santarém) representa apenas 16 por cento da actividade dos bancos, que vive sobretudo dos excedentes da indústria agro-alimentar. E as necessidades são crescentes. Só nos primeiros quatro meses do ano chegaram 368 novos pedidos de ajuda ao banco de Lisboa, mais do dobro dos registados em igual período do ano passado.

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